APOSTILA DE HOMILETICA PDF

Pertence ao gnero literrio conhecido pelo nome de oratria. Lembro que gnero o conjunto ou classe de assuntos ou de coisas da mesma natureza. No dizemos gnero humano? Assim dizemos gnero literrio. Exemplo: uma carta se enquadra no literrio epistolar. Uma pea de teatro se enquadra no gnero teatral.

Author:Daizshura Dirr
Country:Argentina
Language:English (Spanish)
Genre:Technology
Published (Last):5 May 2006
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Pertence ao gnero literrio conhecido pelo nome de oratria. Lembro que gnero o conjunto ou classe de assuntos ou de coisas da mesma natureza. No dizemos gnero humano? Assim dizemos gnero literrio. Exemplo: uma carta se enquadra no literrio epistolar. Uma pea de teatro se enquadra no gnero teatral. Uma monografia se enquadra no gnero literrio ensastico. Uma reportagem se enquadra no gnero literrio jornalstico.

Uma parbola se enquadra no gnero literrio parablico. Assim, qualquer produo literria comporta uma classificao em algum gnero literrio. Um discurso se encaixa no gnero oratrio. E, conforme o tema, pode enfileirar-se na oratria profana ou na oratria religiosa.

Antes de prosseguir, devo fazer uma ressalva. Atravs dos sculos, na convivncia com a aristocracia os famosos capeles da corte , nossa oratria se tomou incrustada de mundanismo, o que uma contradio.

Superamos esse conflito vivenciando o discernimento de So Joo Crisstomo: O orador se procura a si. O pregador procura Deus. Como exemplos de oratria profana, lembre-se da oratria acadmica das academias literrias , da oratria forense, da oratria poltica etc. A oratria religiosa, ou sagrada, ou pregao, bifurcase em dois grupos. Um grupo que manifesta caractersticas prprias das prticas: homilia, prdica, conferncia espiritual.

Outro grupo pode ser classificado como sermes: sermo dogmtico, sermo moral, sermo mistaggico ou mistrico so Leo Magno era perito nesse tipo de sermo , panegrico, fnebre nas missas do stimo dia. Distines bsicas Hugo Blair, famoso pregador escocs do sculo XVII, definiu oratria como a arte de falar de maneira que se consiga o fim pelo qual se fala.

Ou acrescentando, a arte de falar em pblico. O pregador um orador religioso. Por isso estudamos a arte e cincia de falar em pblico. Para nos tomarmos pregadores. O bom pregador sabe elaborar e pronunciar tanto uma homilia como um sermo.

Homilia uma elaborada explicao de temas bblicos para o povo Cristo. A pronncia que vigora para ns, brasileiros, paroxtona: homilia. Para os portugueses proparoxtona: homilia. Fillogos respeitados, como Aurlio Buarque de Holanda, preferem a forma brasileira, por corresponder melhor origem grega dos radicais. Eis as diferenas entre homilia e sermo: A homilia : 1 mais explicativa; 2 mais coloquial; 3 fundamentalmente escriturstica.

O sermo : 1 mais estruturado; 2 mais ardoroso; 3 pode conter e em geral contm elementos reforativos extras bblicos. Hoje os reforos de natureza cientfica e psicolgica agradam e ampliam o rendimento do sermo. Muita gente confunde eloqncia com retrica, dois termos familiares arte e cincia da comunicao oral eficiente.

Osmar Barbosa, no livro A arte de falar em pblico, faz de modo sucinto a distino: 3 Eloqncia o poder de persuadir por meio da palavra e do gesto. Retrica o conjunto de regras concernentes eloqncia. Retrica aprende-se inteiramente. Eloqncia cultivo e dom, ou melhor, dom e cultivo. Deduz-se que a eloqncia existia antes da retrica.

Com este mnimo de conceituaes e distines, podemos ingressar na estrutura bsica do sermo. Estrutura do sermo Estrutura a ordem na qual o pregador dispe os elementos constitutivos do sermo. Pensamentos, dados, fatos, exegese, explicao ilustraes, etc. A experincia tem ensinado como concatenar, como distribuir, como enfileirar, como apresentar esses constitutivos. Interrogaes preliminares Antes de me pr a elaborar um sermo, devo fazer a mim mesmo estas quatro perguntas: a Que pretendo com este sermo?

So quatro perguntas indispensveis, porque me daro respostas que vo funcionar como lanternas no meu caminho. Tempo de preparao A preparao de um sermo pode ser remota desde o seminrio , pode ser prxima desde o momento em que decidi o tema por abordar e pode ser imediata horas antes de pronunci-lo.

A preparao prxima pode ser individual ou em equipe. Em muitas parquias, um pequeno grupo de leigos com o proco estuda o tema e a estrutura genrica do sermo. Sem descer a detalhes, para no comprometer a criatividade pessoal do pregador. A preparao em equipe fornece apenas algumas idias a serem desenvolvidas, a mensagem a passar, quando muito, o esquema. Na verdade, a pregao depende mesmo de cada pregador. Vale dizer, da ascese e do talento pessoal de cada um. Trs partes Na grande maioria dos sermes, a estrutura comporta trs partes: Prembulo ou exrdio Corpo Concluso.

Cada uma destas partes implica macetes, que veremos na ocasio oportuna. Um sermo no precisa apenas de frases persuasivas. Precisa, antes de tudo, de um plano lgico, ou psicolgico, pelo qual desenvolvemos as partes dele visando um progresso de interesse que se intensifica e se acelera at o fecho.

Prembulo ou exrdio Antigamente a epgrafe integrava o prembulo. Era uma frase ou uma expresso, geralmente extrada da Escritura e sintetizava ou lembrava a mensagem do sermo. Padre Antonio Vieira 4 apreciava epgrafes. Hoje saram de uso. Continham odor de intelectualismo A nova gerao de padres, mais espontnea, no se afina ao tom solene da epgrafe. Um outro elemento do prembulo a saudao. O discernimento dir da vantagem de suprimi-la ou adot-la. E tambm o discernimento que aconselhar na preferncia: Meus irmos Caros irmos Prezados irmos.

Carssimos irmos Carssimos Meus paroquianos Minha gente Meus amigos. E outras que o sentimento saber criar. Mas no o sentimento sozinho. Para no trocar a frieza pelo xarope. Depois da saudao o pregador comea propriamente a introduo que o ltimo constitutivo do prembulo. E que estudaremos quando abordarmos as didticas de um sermo. Corpo do sermo Alguns denominam indistintamente: corpo, exposio ou desenvolvimento. A mais demorada. O corpo do sermo constitudo de dois ou trs tpicos.

Cada tpico olha o assunto por um ngulo. Em aula, costumo pegar uma cadeira e mostr-la de frente, de costas, de lado, de baixo, de cima. Percebe-se claramente o objetivo do corpo do sermo ou exposio. Olhar o tema ou assunto por duas ou trs ou quatro perspectivas diferentes. Na exposio viramos e reviramos o assunto de diversos lados, para que todos olhem bem o que queremos que enxerguem.

Mas, nesse focar os ngulos de um assunto, preciso discernimento, sem escrpulo. Lembro-me daquele proco que, pregando sobre a eucaristia, tanto argumentou sobre a presena real, que a assemblia comeou a duvidar.

Como toda boa exposio, o corpo deve evitar alguns inconvenientes: 1 falar tempo desproporcional sobre um s ponto; 2 entrar em pormenores inteis; 3 repetir fatos ou passagens j demasiados conhecidos; 4 mostrar-se apaixonado pelo que interessa mais a si do que aos outros; 5 deixar em segundo plano o que do interesse ou da necessidade da assemblia; 6 no improvisar o que poderia render mais frutos se fosse esquematizado aps estudo minucioso; 7- no dizer tudo quanto se sabe sobre o assunto.

Um sermo no um tratado, um refeitrio de hotel. Tem cronograma previsto e contagem regressiva fixada. Com tais cuidados, qualquer pregador est habilitado a enfrentar as duas partes da exposio ou corpo do sermo: argumentao e aplicao. Para isso ela tem ser lgica. Mas no basta. Pois convencer trampolim para converter.

E se no for psicolgica, alm de lgica, no converter. Para ser psicolgica, o pregador deve impregnar a argumentao de simpatia convicta ou de convico simptica. Ou tambm pode usar anlises pragmticas. Isto , no deve esquecer de mostrar utilidade humana do assunto que est abordando.

Se a argumentao tiver de refutar uma tese, poder faz-lo em duas maneiras. Pode refutar a tese diretamente. Argumentando contra os motivos da tese, contra as razes dela. E pode refut-la indiretamente, ou seja, diluindo os resultados dela, anulando suas concluses. A refutao direta mostra que a tese no verdadeira. A refutao indireta mostra que ela no pode ser verdadeira. Uma refutao direta do materialismo, digamos, mostrar que ele no tem 5 sentido, no se sustenta.

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O verbo HOMILEIN era usado pelos gregos para expressar o sentido de relacionar-se, Conversar, estar juntos e nos primeiros sculos da Era Crist, o termo passou a ser usado para denominar a arte de pregar sermes. Sua tarefa no se limita a princpios tericos, mas concentra-se grandemente no treinamento prtico. O objetivo principal da Homiltica de orientar os pregadores na preparao de sermes. Convm notar que a Homiltica no a mensagem. Ela disciplina o pregador para melhor entregar a mensagem. No nos esqueamos: A mensagem de Deus Ef.

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